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Mima Contando

Mima Contando

Hora de Ler- A menina sem nome

Mima Contando, 17.10.20

Finalmente deixei de recear os livros em fomato pdf para serem lidos no tablet. Embora não seja grande fã de ler nos aparelhos electrónico, cedi a fazer a experiência, e ler à pequena este livro que se encontra no site da editora bubok.

O que me encantou foi ter sido escrito por uma criança, com uma linguagem simples, mas não demasiado infantil. A autora narra uma história cheia de significado na qual uma menina percorre a cidade em busca do seu nome roubado.

A experiência com a minha pequenita de 5 anos correu bem, manteve-se atenta, ia vendo as imagens, e até pediu no fim para lhe reler umas páginas pois tinha-lhe escapado pormenores. No fim falámos um pouco sobre a história, pedi-lhe para me recontar com as suas palavras, o que o fez lindamente. Creio que estes exercícios são muito importantes, na medida em que aprendam a recontar e a estar atentos enquanto ouvem.

menina sem nome

Perguntou-me se podia fazer um desenho da parte que gostou, e claro saiu este belo desenho.

Acho que vou ter ilustradora para os meus contos!

Boas Leituras,

Andreia D.

 

 

1 minuto de poesia - Ajuste de contas

Mima Contando, 16.10.20

ajuste de contas

Este poema do amigo e poeta Amadorense Aires Plácido, é absolutamente delicioso. Ao lê-lo, esboçou em mim, um doce sorriso como de uma criança.

Consigo visualizar exatamente o cenário que o Autor imaginou ao escreve-lo; e pergunto-me se não terá algo de real! Esta ribeira de que nos fala, encontra-se no centro da cidade da Amadora e estende-se por uns bons 600 metros, onde vivem grande colónias de patos, e claro patas cheias de personalidade.

Deliciem-se,

 

Ajuste de contas

A pata rabuda

foi contar à pata Formosa,

que a pata Graciosa,

Anda por aí a dizer,

que ela é

uma grandíssima vaidosa.

Hoje pela manhã,

a pata Formosa,

ribeira da Falagueira abaixo

Encontrou a pata Graciosa

ribeira da Falagueira acima.

Veio mesmo a calhar.

Trás, catrapás! –

Que te sirva de lição!

Que de mim não fales mais!

Tadinha da pata Graciosa

Não era caso para tanto!

Aires Plácido

 

Leiam e fiquem seguros,

Andreia D.

 

Hora de Ler- A viagem das três gotinhas de água

Mima Contando, 14.10.20

a viagem das 3 gotas

É verdade, depois de algum tempo de ausência estamos de volta aos livros, agora com "A viagem das três gotinhas de água” de Lúcia Vaz Pedro com ilustração de Raquel Pinheiro.

Este livro foi comprado na feira do livro de Lisboa no longínquo ano de 2018. Sim, parece que foi noutro mundo e em tempos distantes, aqueles que passeávamos livremente pelas bancas dos livros, e que falávamos abertamente com os autores sobre as suas obras.

Este livro, que foi assinado pela autora, despertou-me a atenção por ficcionar o ciclo da água. Tento sempre que  os livros que compro tenham um lado pedagógico ou que transmitam uma mensagem forte. Nesta dramaturgia tanto as gotas de água, como o sol , o vento … tomam voz em personagens carregadas de personalidade que ao longo da história vão desenvolvendo a trama.

Embora seja em género de teatro, este livro surge-nos como uma ótima oportunidade para explorarmos a nossa veia criativa para ler em voz alta, recorrendo a vários tipos de vozes e entoações. Lendo e brincando vamos ensinando às crianças um dos ciclos da natureza, de modo a tomarem consciência da importância da água na nossa vida e para o planeta.

Não é um texto pequeno (cerca de 40 páginas), pelo que creio será adequado à faixa dos 7-12 anos. Talvez adaptando e cortando algumas falas dará uma óptima versão para os mais pequenos.

Vou tentar fazê-lo e darei feed-back.

Fiquem bem e leiam,

 Se quiserem saber mais sobre o livro podem consultar aqui.

Andreia D.

Quando os nossos filhos tiram férias de nós

Mima Contando, 16.08.20

Domingo 7 horas da manhã, passo pelo quarto dela e a cama está vazia.

Imagino como estará: a dormir, de barriga para baixo, braços entrelaçados na almofada e lençóis caídos no chão. Os seus cabelos cor de palha estendem-se pela almofada e, de boquinha entreaberta, vai respirando lentamente. Ainda dorme, mas não por muito mais tempo.

Desta vez não me posso deitar a seu lado contemplando o seu rosto perfeito, os seus olhos cor de mar profundo, ainda cerrados, mas que se movimentam em sonhos mil. Em breve se abrirão e esboçará um sorriso rasgado cumprimentando o Mundo e um novo Dia.

A obra mais perfeita que alguma vez fiz e farei não me pertence. É minha, mas teima em descobrir o Mundo, com a curiosidade, ingenuidade e alegria que só um ser de quase 5 aninhos pode ter.

Os nossos filhos por vezes tiram férias de nós, fazer coisas e estar em lugares diferentes, mas nós, nunca vamos conseguir tirar férias deles. Vivem em nós desde o dia que nasceram transformam-nos moldam-nos a cada dia que passamos com eles.

Hoje vou busca-la, sentir o doce aroma dos seus cabelos, amarra-la nos meus braços, até que implore mil vezes que a largue e que já chega.

Sou mãe e não poderei nunca mais tirar férias de quem sou, nem neste mundo, nem no que virá.

Andreia D.

Benjamim, o passarinho

Mima Contando, 15.08.20

benjamimNem sempre é facil falar sobre o envelhecimento e a morte às crianças. Emboro seja um facto da vida , tentamos sempre ludibriar estes acontecimentos.

 

O Amigo Aires Placido deixa-nos uma reflecção sobre a liberdade o envelhecimento e a morte.

 

 

 

 

Ao Benjamim

Se é que há no céu um paraíso em flor para as aves,

o Benjamim está lá com toda a certeza

dezassete anos de cativeiro é muito tempo.

Valia-lhe de vez em vez voar pela casa toda.

Certo dia saiu pela janela, foi por aí –

VIVA A LIBERDADE!

Saí à rua, ninguém o vira.

Eu rua abaixo rua acima perguntando

por um periquito azulinho celeste.

Já tinha passado meia hora e,

do Benjamim nada.

Nisto, já quando menos o esperava

surge no ar aquela bolinha de ternura.

Dei um grito: - Benjamim!

Poisou à minha frente esbaforido.

Na minha mão senti o seu coraçãozinho,

batendo freneticamente.

A liberdade, para quem não tem condições

para a viver é muito perigosa.

Benjamim não era um periquito qualquer,

tinha aprendido algumas palavras e assobiava.

Não era um periquito de cantar à periquito,

Beijoqueiro, gostava de pousar nos meus ombros

bicar nas minhas orelhas.

Os anos foram passando,

por volta dos quinze anitos

o reumático tomou conta dele

a velhice é uma chatice e é bem verdade...

O Inverno tombava - lhe a graça.

Dava dó vê-lo no fundo da gaiola

com a cabecita debaixo da asa,

via-se nele o sofrimento.

As dores, as dores…

o tempo de poleiro tinha chegado ao fim.

Numa manhã de Primavera

fui dar com ele sem vida no fundo da gaiola.

Foi triste.

Dezassete anos não são dois dias...

e o Benjamim não era um periquito qualquer.

Numa caixinha de cartão,

num chão pintado de papoilas e malmequeres

despedi -me do Benjamim, repeso

de o ter mantido tantos anos preso.

 

Aires Plácido

Cozinha com eles- mousse de manga

Mima Contando, 05.08.20

mousse

Hoje, para fugir um bocadinho à literatura, o post é sobre culinária.

Uma ótima opção de sobremesa pouco calórica, rápida e fresca para estes dias de verão, é mousse de manga. Além de só levar 3 ingredientes, fica pronta  depois de pouco tempo no frigorifico, e os pequeninos podem fazer sozinhos.

Perguntei à boneca se queria fazer uma sobremesa e lá foi ela toda contente buscar a sua cadeirinha, para chegar à bancada. É nestes momentos que se sentem mesmo crescidos e orgulhos, pois a mamã já confia neles para fazer os doces.

Os ingredientes são muito simples, 1 lata de polpa de manga, 4 iogurtes de sabores, uma pitada de gelatina em pó (3-4g).

 

Tentei com iogurtes naturais e uma saqueta de 10g de gelatina em pó e não resultou , foi a repulsa automática da sobremesa.

Disse que era horrível, que nunca mais comia aquilo, que a mamã não sabia fazer sobremesas como as avós.

Sim, os seres que pusemos no mundo conseguem ser piores do que aqueles que se escondem nas redes sociais atrás de teclados, na hora de nos criticar.

 

Ingredientes na bancada, é-lhes incutida a tarefa de os retirar das respetivas embalagens e mexer, mexer, mexer, que o fazem com muito afinco e concentração.

E pronto está feito! Agora é só colocar nas tacinhas e lamber a taça maior onde foi feita.

A loiça da foto é arte. Made in das Caldas da Rainha de um artesão que tem uma  lojinha de frente para o jardim! Perco-me!

Beijinhos,

Andreia D.

1 minuto de poesia - A caminho da escola

Mima Contando, 03.08.20

escola

 

Em tempo idos as crianças iam caminhando para a escola, encontrando pelo caminho os seus amigos. Percorriam por vezes vários kms a  pé para poderem ir às aulas, mas faziam-no alegremente. O amigo e poeta  Aires Plácido , compartilha connosco um poema  desses tempos. 

 

 

 

A caminho da escola

 

" Olhem: lá vai o Gonçalo

a caminho da Escola... além...

Vamos depressa apanhá-lo,

vamos com ele também.

Tem sido meu companheiro

da primeira à quarta classe:

pontual como o primeiro,

nunca vi que ele faltasse.

 

É bondoso e aplicado

cortês e respeitador;

por isso é tão estimado

pelo nosso professor.

Não é tolo nem se gaba

de saber sempre as lições;

conforme começa, acaba,

modesto, sem pretensões.

Lá vai: nunca se demora

no caminho a conversar,

chega sempre antes da hora:

é um aluno exemplar!

Rapazes! vamos a ver

se sabemos imitá-lo!...

se podemos proceder

em tudo como o Gonçalo "

 

Andreia D.

Hora de Ler- Capuchinho Vermelho do séc XXI

Mima Contando, 01.08.20

capuchinho

 

Este livro da Porto Editora da autora Luísa Ducla Soares e ilustrado por Maria João Lopes, foi-me sugerido para ler à pequena, e para fazer a review, por ser daqueles que vêm desconstruir os contos clássicos que vamos contando as crianças. É feito um paralelismo entre o tempo em que foi escrito o famoso conto, e os dias de hoje.

E se a Capuchinho Vermelho saltasse para o séc. XXI o que acharia?

As mães trabalham fora o dia todo e não têm tempo para fazer bolos?

As avózinhas afinal são ainda muito activas, com muita coisa para ensinar aos netos?

Os lobos não se devem matar porque são uma espécie ameaçada?

Que era tão estranha!!!!

Quererá a capuchinho voltar para o séc. XVI ou ficar connosco neste século?

 

Não sei porquê, mas volvido já 1/5 do séc. XXI, continuamos a incutir nas crianças valores e maneiras de ver o mundo do Séc. XVI, sem pensar muito bem nas mensagens antipedagógicas que lhes estamos a passar. Talvez porque as temos enraizadas desde nossa infância ou talvez também porque os media, nos canais de bonecos para crianças, perpetuam estas histórias..

Mas há mais, muitas mais histórias, que podem ser lidas e contadas com valores e crenças do nosso tempo, basta que nos importemos e percamos tempo a procurar, ou pedir ajuda dos livreiros.

Aqui fica também um apelo desafiante aos educadores de infância na procura de livros mais didáticos e não se limitem apenas a contar os clássicos. Pelo menos, se o fizerem, expliquem-lhes que foi escrito em outra época numa realidade totalmente diferente da actual.

Andreia D.

1 minuto de Poesia- Notícias do Quintal

Mima Contando, 30.07.20

NOTICIAS

 

Foi convidado um amigo Aires Plácido, poeta, também amante das letras e da natureza, a escrever um poema para os mais pequeninos.

A poesia faz parte da nossa identidade, de nós como portugueses, que a cantamos à séculos, muita dela passada de boca em boca, de pais e avós para filhos e netos. A Poesia deve ser incutida nas crianças desde pequeninas para que com o jogo de palavras e rimas, eles próprios possam com a sua imaginação começar também a usa-la.

 

Deixamos assim este divertido poema, para que em 1 minuto a possam ler aos pequenos e incutir-lhes o gosto.

Divirtam-se.

 

“Truz! Truz! — Quem é?

— Sou o pardal Benvindo!

— Que queres de mim?

—Trago notícias do teu quintal!

—Diz lá Benvindo que tens para me dizer.

— A Floribela tem seis filhotes

Mas a comida é pouca,

E anda como uma louca

A perseguir os pardais.

Os pardais, os gafanhotos,

E tudo quanto mexe.

E o sapo corcunda por lá de olhos no chão!

—Mas por que razão?

— A rã Mafaldinha pôs-lhe as malas ao portão!

— Oh, que injustiça!

E tanto que ele gosta dela.

— Pois, mas, a Mafaldinha foi dar com ele a atirar beijos à sapinha Anastácia.

— Só por isso? Coitado!

Deve estar desconsolado.

Ingratidão! “

Viagens com piada

Mima Contando, 22.07.20

 

viagem fam

Depois de meses obrigados a estar em casa, finalmente chegaram os meses de verão e as tão esperadas férias para podermos relaxar. Ou não…

O meio de transporte preferencial para os portugueses, é em larga maioria o automóvel. Dado termos um país relativamente pequeno, conseguirmos facilmente chegarmos aos nossos destinos em 2, 3, 4 horas (agora, porque quando era garota de Lisboa a Castelo branco eram umas largas 5 horas), o que não é muito… para quem não tem crianças pequenas.

 

Estas horas multiplicam-se por 2 ou 3 quando temos estes pequenos “gremlins” nos bancos de trás, principalmente quando as viagens são de manhã, e estando elas fresquinhas, não se calam 20 segundos seguidos.

Falta muito para chegar?”, “tenho sede”, tenho fome”, doi-me as pernas”, tenho calor”,” não consigo ver nada com o sol”, “estou mal disposta” - Sim, é de fazer um enorme esforço para não cortar os pulsos! Não devo ser a única.

piadas

Uma boa técnica para os distrair passa por contar algumas piadas, ou as aclamadas piadas secas. Os miúdos adoram as piadas curtas com recurso a trocadilhos da Língua Portuguesa, que depois podem facilmente replicar e recontar a outras crianças e adultos.

Dependendo muito da idade, alguns não vão perceber as piadas à primeira, tendo de ser explicadas, mas o resultado será o mesmo: bastantes gargalhadas!!!

Aqui ficam algumas piadas que podem usar nesta experiência. Depois digam como se saíram, e se foi menos penosa a viagem. :P

 Como se chama a neta do super Mário? Marioneta.

Quem é o mais velho, o sol ou a lua? A Lua, porque já pode sair à noite.

Qual o nome do peixe que caiu do décimo andar? Aaaaaaaaah, Tum!

 O que é que uma mãe feiticeira diz à filha feiticeira? Não devias ter feit’ isso!

O que diz um tomate para o outro? Tu matas-me.

Para que é que o salmão fuma ?- para ser salmão fumado.

O que diz a manteiga ao pão quente ?- quando passo por ti derreto-me toda.

Vendem camisas de noite? Não, de noite estamos fechados.

Está escuro, não está? Não sei, não consigo ver.

O que é que a zebra diz ao mosquito? Estás na minha lista negra!

O que é um fuinho? É um buaquinho na parede.

Porque é proibido fumas nos aviões? Porque o exemplo tem de vir de cima.

Conheces a piada do elevador? Não, vim pelas escadas.

Qual é o cúmulo da força? Dobrar uma esquina.

Qual é o cúmulo do egoísmo? Não digo.

O que é pior do que encontrar uma minhoca dentro duma maçã? Encontrar meia minhoca.

Qual é o cão mais fixe? O dálmata, porque tem muita pinta.

Um coelho e um ouriço nasceram há um ano. Quem é o mais velho? O ouriço, porque tem um ano e picos.

Porque é que os elefantes não praticam boxe?Porque têm medo de apanhar na tromba.

O que diz o tubarão para a “tubaroa”? Tu baralhas-me.

Conheces a piada do iogurte?

– Não.

– É natural

Sabem porque é que a pizza chora no funeral? Porque é familiar.

 Iam dois amendoins na rua…… um contou uma anedota, o outro descascou-se a rir.

Para que servem os óculos verdes? Para verde perto…

Para que servem os óculos vermelhos? Para vermelhor…

O que é um ponto verde no canto da sala ? É uma ervilha de castigo.

A que horas acordam os cactos? Às oito e picos.

O que diz uma impressora para a outra? Essa folha é tua ou é impressão minha

Como se chama o rei dos queijos? Reiqueijão!

O que diz o livro de Matemática para o livro de Português? – Não me venhas com histórias que eu já estou cheio de problemas!

Há um terramoto e todas as coisas caem, menos uma. Qual? O champô anti-queda.

Um peixinho pergunta ao outro:

– Que faz o teu pai?

– Nada, e o teu?

– Nada, também!

Porque é que há um trampolim no Pólo Norte? Para o urso polar.

Porque é que o pinheiro não se perde na floresta? Porque tem um mapinha .

Para onde é que o mamão vai de férias? Papaia!